janeiro 23, 2008

O ENCONTRO DE RAUL SEIXAS COM JOHN LENNON

Por Ricardo Alexandre

Em 1973, em pleno "milagre econômico" promovido pelo governo militar, a repressão
estava no auge. No entanto,enquanto metalúrgicos eram assassinados nos porões do
DOPs, um cantor baiano se apresentava de pijamas em Brasília, falava sobre uma tal
“sociedade alternativa", mexia com magia negra, bebia feito uma esponja, fumava feito um marcelo d2 e dizia haver sido seqüestrado por extraterrestres em pleno Programa Sílvio Santos. Era Raul Seixas.

Raul era um cantor de protesto às avessas - seu maior hit até então era a balada folk "Ouro de Tolo", em que revelava seu desapontamento consigo mesmo, não com o regime. Era o tipo louco manso, tolerável pela ditadura. Mas encasquetou com sua Sociedade Alternativa e os
militares não gostaram - chegaram a suspeitar que se tratava de algum movimento de guerrilha. No início de 1974, aconteceu o que muita gente já previa. Os policiais seqüestraram, prenderam e
torturaram Raul e seu letrista, Paulo Coelho, após a dupla haver distribuído o Manifesto Krig-Há, uma alucinação literária sobre as novas "leis" que deveriam reger as pessoas. Convidados a se retirarem do país, Raul sugeriu que todos fossem aos Estados Unidos, onde sua esposa, Edith Wisner, tinha família. Passaram alguns meses e, ao retornar (por causa do sucesso do compacto Gita, que havia vendido 600 mil exemplares), Raul alardeou que, entre suas andanças, havia
tocado com Jerry Lee Lewis em Memphis e passado uma tarde com John Lennon, conversando "sobre as grandes figuras da humanidade:

Cristo, Einstein, Calígula, Crowley...". Raul contou ainda que Lennon estaria interessadíssimo em comandar a Sociedade Alternativa nos Estados Unidos. Seu encontro com o ex-beatle foi um de seus maiores orgulhos, sobre o qual não cansava de falar, até sua morte, em 1989.

Quatro anos depois, quando Jerry Lee Lewis esteve tocando no Brasil, um repórter desavisado quis saber sobre sua "jam session" com Raul Seixas. Lewis, com a grossura peculiar, mandou de volta: "nunca ouvi falar nesta pessoa". E sobre John Lennon, será que Raul também mentiu?

Cláudio Roberto, parceiro do roqueiro baiano em vários hits e seu amigo desde a adolescência, revela que sim. "Raul era uma criança. Mas também era absolutamente sincero dentro desta falta de autenticidade. Ele morreu jurando haver entrevistado o John Lennon, mas todo mundo que o conhecia sabia que não era verdade".

Segundo Cláudio, o cantor acabou preso numa teia de mitologias criadas por ele próprio. Nelson Motta, que conheceu profundamente Raul no início de carreira, deu a versão definitiva em
seu livro Noites Tropicais. Segundo o jornalista, Raul, Paulo e as esposas "por dias cercaram o Edifício Dakota (...), onde moravam John Lennon e Yoko Ono, em busca de um encontro. Em vão: nunca foram recebidos, mas na volta ao Brasil deram longas e detalhadas entrevistas sobre as idéias que trocaram com o famoso casal". Motta revela que a viagem dos casais entre Nova York e Los Angeles, incluiu muitas drogas, muitas visitas às head-shops americanas e passeios pela Disneylândia. Mas não incluiu nenhuma tarde com John Lennon, para decepção dos fãs do maluco beleza.

Poesia do Cú

Cu que peida fedorento
que caga ardiloso
ai quem me dera
eu tivesse um cu que peidasse cheiroso

Peido porradão
que sai do meu cu
e quase mata um irmão

Quando peido
ninguém guenta
choram e se arrebentam

Peido de manhã
peido meio-dia
no buzú
ou com minha namoradinha
e tomo tapa, mas
continuo peidando de pirraça

Oh segunda-feira mal-cheirosa
largo cada um que fede além da porta
é a cachaça e as porcarias que ingeri
aí o peido sai assim

BLUMMMMMMMMM

Thiago Leite Novaes ( O Hetero )

Um poema que não valha a pena.

Uma virtude que te condena.

E no espelho uma miragem...

Um cristal tão puro,que não quebre a cura de todo mal.

Numa febre... pedir ao maestro que não parem.Contra a corrente, mesmo errado, começar a crer.

Que haja culpado.Para que a saudade te revelace.

Na esquina, onde os olhos cerram...Continuar aquilo que nos disseram.

Beijar sem jeito a tua face.

Um sopro quente enfrenta o tédio,Quando não preciso de remédio.

E que esse trago não me cale...

Sorrir para conter o sufôco,esperar a forra e negar o sôco.

Ver o fascínio... onde a poesia vale.

Então, me acompanha um sorriso.Por trás da foto teria um aviso,que só a coragem pode apagar.

Numa noite que o acaso venha,não prever nada que intervenha.Quando se tem algo para eternizar.

por J. Wilquens Dantas - 29 de julho de 2005

janeiro 22, 2008




O SOM QUE BALANÇA!!!

Tudo se resolvendo...

AMANHÃ OU DEPOIS, TANTO FAZ, SE DEPOIS FOR NUNCA MAIS!!!

janeiro 08, 2008

É ISSO AÍ!!

"O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos próprios donos.
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.